Em nome da minha dívida presença, da consciência maior e infinita que me sustenta, estou aqui e agora.
Respiro profundamente e sinto um cordão de luz prateado descendo dos céus e entrando pelo topo da minha cabeça.
Ao expirar, sinto raízes saindo pelas solas dos meus pés e me conectando diretamente ao coração da Terra.
Estas raízes se entrelaçam às raízes de meus antepassados, de minhas ancestrais.
Sinto a força das Avós Sagradas inundando meu corpo, acendendo memórias adormecidas, lembrando-me quem sou.
Toco os fios do destino que me trouxeram até aqui.
Sinto eu meu corpo suas histórias, dores, alegrias, medos...
Reverencio cada experiência.
Dou lugar a tudo e todos.
Com honra e gratidão a tudo que foi vivido.
Vejo a face de cada um e cada uma que carrega no coração a esperança da plenitude, da expansão e do amor.
Agradeço a fonte da Vida, a Terra semeada em tempos antigos para, agora, seja a colheita.
Recebo as bençãos plantadas e cultivadas para este momento.
E devolvo à Terra tudo o que não é necessário perpetuar.
Sinto, aqui e agora, tudo o que não foi sentido, não visto, não vivido.
E, com amor, posso soltar.
Entrego à Terra tudo que não me cabe mais carregar.
Para que floresça o novo, o próspero, o belo.
Que a tradição seja o amor, a fluidez, a consciência.
Que a celebração da colheita lembre o passado que semeou.
E tudo o colhido seja semente para o que vem depois.
Na dança da Morte e da Vida sou ponte. Sou portal.
Entre o que foi e o que será, assumo meu lugar e minha força, carregando apenas o que é meu para carregar.
Libero as antigas histórias que não precisam perpetuar e recebo as bençãos, proteção e força para meu próprio caminhar.
Aho
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