Quem somos quando saímos do modo sobrevivência?
Aquele modelo aprendido para proteção, construído sobre os medos vividos quando ainda não havia recursos internos para superá-los.
Ainda que fossem experiências antigas, vividas por nossas avós, a memória dizia que era preciso sobreviver.
Sobreviver porque faltava vida.
Faltava comida, segurança, afeto.
Faltava teto, terra, água.
Faltou liberdade.
Faltou olhar.
Foi preciso sobreviver.
A violências, silenciamento, exclusões.
Dores tão antigas quanto o tempo.
Carregadas através das gerações. Em nós, em outros corpos, mas as mesmas.
Seguimos lutando por sobrevivência.
Desequilíbrios, escassez, faltas de todo tipo.
De segurança, afeto, alimento - para todos os corpos.
Aquele 'algo' lá no fundo que diz.
Não há o suficiente. Porque em algum tempo, algo essencial faltou.
E quem sobrevive, apenas, não celebra.
Não comemora.
Não vibra.
O modo sobrevivência não permite alegria.
Não permite contentamento.
Não gera abundância. Só repete medos.
Gravados nas células há tanto tempo.
Então, quem somos quando saímos do modo sobrevivência e acessamos o modo celebração, vida, permissão?
Somos a verdade por tras das histórias.
Os alicerces para uma nova construção.
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