O Caminho do Coração — Um Retorno à Unidade
Através dos quatro portais do coração, uma jornada do vazio à presença,
da falta à inteireza,
da dor à consciência,
e do esquecimento à plenitude.
Um caminho de lembrança.
De retorno ao que existe sob todas as camadas aprendidas,
sob todas as narrativas construídas pelo tempo e pela experiência.
O caminho é sempre para dentro —
porque como dentro, é fora.
O coração é a ponte entre o humano e o divino,
o guardião da lembrança da unidade,
o elo silencioso entre a dor e a consciência.
A ferida existencial não é uma dor a ser curada,
mas um portal a ser sentido.
Como disseram os mestres,
é a fenda por onde a luz entra —
recorda, integra e irradia.
Este não é um convite à cura,
mas um passo em direção à lembrança.
O vazio não é um buraco a ser preenchido,
mas um espaço a ser integrado no Todo —
o Todo que suporta o próprio esquecimento
no ato de conhecer-se, relembrar-se e retornar.
Para além das narrativas da personalidade,
das histórias que ecoam a separação — rejeição, abandono, traição —
existe uma ferida que é coletiva.
É a ferida humana.
É Quíron em expressão:
o centauro ferido, cuja dor se torna sabedoria,
cuja ferida se transforma em serviço.
Da consciência daquilo que é incurável na natureza humana,
nasce a integração.
Para quem sente o momento de olhar e sentir o próprio coração -
de aceitar a humanidade que ele guarda,
não como algo a ser curado ou consertado,
mas a ser honrado, amado, integrado e expandido.
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